Os Degraus do Amor

28 de Outubro, 2017

 

O amor é a única resposta sã e satisfatória para o problema da existência humana…

O amor é um acto de fé, e todo aquele que tem pouca fé também tem pouco amor.“, Erich Fromm

 

O filósofo e psicanalista Alemão – Erich Fromm, acreditava que apenas o amor pode dar sentido à existência humana. De certa forma, sentimo-nos separados da natureza. A perda da inocência não tem volta atrás, ou terá?

Um cogumelo sabe exactamente o que fazer com a sua existência. Um leão comporta-se exactamente como um leão, um peixe cumpre o propósito de peixe, uma bactéria reage como bactéria. Mas o homem tem que descobrir ao longo da sua vida como se cumprir, como ser humano. Mais do que isso, tem que sentir que transcendeu a sua finitude, a sua insignificância.

 

Este sentimento humano de separação e de falta, resultante da autoconsciência, encontra-se representado desde a antiguidade em religiões e mitos. É o caso do episódio do Génesis, em que Adão e Eva comem o fruto da árvore do conhecimento e são condenados por Deus à saída do Jardim do Éden e à mortalidade.

Desde que há relato, que vários mestres da humanidade vêm apontando o amor na sua forma mais elevada, como caminho e meta de uma vida realizada.

 

Mas, o que é o Amor?

Será que quando alguém diz: “Eu amo pastéis de nata.”, ou quando outro diz: “Estou apaixonado por esta pessoa, ela vai-me fazer tão feliz.”, ou ainda: “Amo os meus filhos, daria a vida por eles.” ou quando Jesus Cristo disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”, estão a falar da mesma coisa?

Na verdade, não.

 

Todas estas experiências diferem e reflectem graus diferentes de desenvolvimento espiritual e humano. O Amor com “A” grande encontra-se no cimo de uma longa escadaria, ao longo da qual vamos transformando os desejos e paixões pessoais, em amor e compaixão que engloba cada vez mais seres.

A subida a um degrau mais elevado, pressupõe cultivarmos sabedoria e as qualidades do coração: O amor altruísta, a compaixão, a alegria e a equanimidade.

Na nossa cultura parece haver muita confusão. É frequente ver, por exemplo, os conceitos de amor e paixão, tomarem o lugar um do outro arbitrariamente.

De onde vêm as nossas concepções de amor?

 

Platão, Aristóteles e Jesus Cristo

Platão foi um dos primeiros pensadores da nossa cultura a apresentar-nos uma definição de amor. No amor platónico, amar significa desejar, ou buscar o prazer, daí falar-se também de amor erótico (de Eros).

Eros é um amor de vitrina, que vive do desejo do que não se tem. Pouco tempo depois de se obter o objecto de prazer, desaparece a fantasia e o amor. Neste amor de Platão pode enquadrar-se o nosso conceito de paixão. Paixão é desejo urgente e impetuoso, é instinto e pulsão. Como já alguém disse: “Paixão é fogo que arde mas que não ilumina”.

 

Depois veio Aristóteles, que nos apresentou o conceito de filia, ou amor pelo que já se tem e que nos vitaliza. Este amor está condicionado ao que nos traz alegria. Para um pode ser tornar-se músico, para outro pode ser escrever um romance. É um caminho de ida ao encontro da nossa singularidade e propósito.

Em termos relacionais continua a ser um amor autocentrado e que descrimina, na medida em que amo o outro quando este me preenche e dele obtenho alegria. Amo o outro apenas e quando ele corresponde às minhas necessidades e expectativas.

 

O terceiro é o Amor de Jesus Cristo, ou Ágape. Jesus Cristo disse-nos que amor é entrega e aceitação do próximo, seja ele quem for. É um amor que não discrimina de acordo com as nossas expectativas, ou de acordo com aquilo que nos traz prazer ou alegria. É uma vontade de que o outro possa ser feliz e livre do sofrimento.

 

Não fica muito difícil de perceber, como a nossa cultura se tem focado essencialmente no amor de Platão e de Aristóteles. A nossa visão de amor tem sido reduzida quase unicamente a uma dimensão romântica e de prazer sensual. Duas pessoas encontrando-se na predisposição de obter algo que sentem não ter, como duas metades que vêm completar-se.

 

A importância do prazer, da alegria e do Amor

Ao sugerir a imagem de uma progressão numa escadaria, não quis com isso dizer que os primeiros degraus possam/devam ser abandonados por completo. Penso que importante será a forma como nos relacionamos com cada degrau, e, com a forma como está mais ou menos claro o local da escada para onde queremos caminhar na nossa vida.

O prazer e o desejo por si sós, não têm nada de errado. Aliás, o prazer esteve e está ao serviço da vida, no sentido evolutivo e da manutenção da espécie. A vivência do prazer alegra-nos, promove o bem-estar, a saúde e a felicidade, se resultar em geral de uma actividade de celebração, apreciação e gratidão por valores que respeitam a vida, ou de simplesmente estarmos com o que a vida está a ser sem lhe oferecer resistência. Quando por instantes deixamos de querer que a vida ocorra de acordo com os nossos planos, descobrimos em geral uma grande abundância com as coisas tal como estão.

Já a busca do prazer como um fim em si mesmo, poderá meter-nos em problemas. Em geral, a busca desenfreada de prazer, surge como fuga a algum desprazer ou vazio em determinada dimensão da nossa vida.

A alegria no sentido da filia de Aristóteles, tem um papel importante no que toca a descobrirmos o que nos vitaliza no mundo. A nossa ocupação, as pessoas e os ambientes que escolhemos para a nossa vida, devem em geral, promover um aumento da nossa vitalidade, da nossa alegria, pois vêm ao encontro das nossas necessidades e valores mais singulares.

Apenas com o prazer e a alegria, a nossa vida ficará incompleta. Para que o nosso potencial se possa realizar, devemos ser fieis a valores que sejam centrais na nossa vida. Não poucas vezes, isso significa abdicar do prazer e da alegria, e desviar o centro dos nossos interesses para o outro. É aí que surge uma forma de Amor maior: a relação amorosa como caminho espiritual e de possibilidade de encontro com o sagrado. O Amor de que nos falava Jesus Cristo – Ágape.

Parece-me que também aqui, há uma serie de degraus a percorrer. A escadaria vai desde a relação de Amor verdadeiro e maduro com as pessoas que nos são próximas (companheira(o), filhas(os), Pais), até ao Amor que nos liga a toda a humanidade, e ao Amor por todos os seres vivos. No limite, ao Amor Cósmico.

Neste Amor maior, que é nossa vocação superior, amar, significa aceitar que a outra pessoa tem em si um universo subjectivo único que jamais compreenderemos, mas que ainda assim podemos acolher, sem o querer moldar de acordo com as nossas preferências. Neste ponto nunca é demais relembrar que a compatibilidade entre duas pessoas não é um pré-requisito para o Amor, mas sim o resultado do seu labor, da sua maturação. É um processo de descoberta e maravilhamento com o diverso. É um encantamento em igual medida, com as qualidades e com as lutas do outro.

Amar significa sentirmo-nos completos em nós mesmos, e, relacionarmo-nos com um outro eu inteiro que tem necessidades e sonhos, que por vezes não são coincidentes com os nossos. Tendemos a aceitar e a conseguir dar apenas o amor que achamos que merecemos. Assim, devemos aprender e ensaiar um amor por inteiro em nós mesmos, acolhendo as nossas forças e fragilidades, toda a luz e toda a sombra, se queremos amar o outro.

Amar significa conseguir estar com alguém e não sentir posse, reivindicação, ou exigência de que ele venha preencher as nossas faltas. A isso chama-se liberdade compartilhada. Há uma diferença grande entre dar a mão a alguém, e, acorrentar o seu coração. Amar é querer que o outro esteja feliz e possa crescer e evoluir, independentemente de isso o levar para longe de nós.

Um Amor assim pode aspirar a acolher qualquer outro sem discriminar. Um Amor assim completa-nos. Um Amor assim resgata-nos da nossa solidão existencial e traz-nos de volta à família humana, à comunidade dos seres vivos.

Esta vivência é a realização mais alta a que todo o ser humano deve aspirar.

 

O Amor no “inicio”, no caminho e no “fim”

O Amor será talvez a única vivência humana que transcende as dimensões de espaço e de tempo. Podemos amar alguém que já morreu há vários anos, ou mesmo séculos, e podemos amar alguém que vive do outro lado do mundo, longe do nosso olhar.

 

O poeta Rumi dizia que no amor fomos gerados e no amor nascemos. Durante o caminho desta vida devemos reaprender a amar para regressarmos a casa. Estaremos em casa cada vez que amarmos o outro de verdade. Estaremos em casa cada vez que voltarmos a estar ligados ao coração da vida, a todos os outros seres.

Muito depois da nossa morte física, o Amor que fomos e deixámos no mundo, continuará a ecoar como uma onda a propagar-se Ad aeternum. Dessa forma, falar de “inicio” e de “fim” é mera convenção.

 

Usando as palavras de Rolando Toro, o criador da Biodanza: “…O único êxito que existe é quando amaste e foste amado.

 

 

Filipe Raposo

Texto escrito em Outubro de 2017

Foto de Tine Ivanič em Unsplash

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O amor é um acto de fé, e todo aquele que tem pouca fé também tem pouco amor.“, Erich Fromm

 

O filósofo e psicanalista Alemão – Erich Fromm, acreditava que apenas o amor pode dar sentido à existência humana. De certa forma, sentimo-nos separados da natureza. A perda da inocência não tem volta atrás, ou terá?

Um cogumelo sabe exactamente o que fazer com a sua existência. Um leão comporta-se exactamente como um leão, um peixe cumpre o propósito de peixe, uma bactéria reage como bactéria. Mas o homem tem que descobrir ao longo da sua vida como se cumprir, como ser humano. Mais do que isso, tem que sentir que transcendeu a sua finitude, a sua insignificância.

 

Este sentimento humano de separação e de falta, resultante da autoconsciência, encontra-se representado desde a antiguidade em religiões e mitos. É o caso do episódio do Génesis, em que Adão e Eva comem o fruto da árvore do conhecimento e são condenados por Deus à saída do Jardim do Éden e à mortalidade.

Desde que há relato, que vários mestres da humanidade vêm apontando o amor na sua forma mais elevada, como caminho e meta de uma vida realizada.

 

Mas, o que é o Amor?

Será que quando alguém diz: “Eu amo pastéis de nata.”, ou quando outro diz: “Estou apaixonado por esta pessoa, ela vai-me fazer tão feliz.”, ou ainda: “Amo os meus filhos, daria a vida por eles.” ou quando Jesus Cristo disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”, estão a falar da mesma coisa?

Na verdade, não.

 

Todas estas experiências diferem e reflectem graus diferentes de desenvolvimento espiritual e humano. O Amor com “A” grande encontra-se no cimo de uma longa escadaria, ao longo da qual vamos transformando os desejos e paixões pessoais, em amor e compaixão que engloba cada vez mais seres.

A subida a um degrau mais elevado, pressupõe cultivarmos sabedoria e as qualidades do coração: O amor altruísta, a compaixão, a alegria e a equanimidade.

Na nossa cultura parece haver muita confusão. É frequente ver, por exemplo, os conceitos de amor e paixão, tomarem o lugar um do outro arbitrariamente.

De onde vêm as nossas concepções de amor?

 

Platão, Aristóteles e Jesus Cristo

Platão foi um dos primeiros pensadores da nossa cultura a apresentar-nos uma definição de amor. No amor platónico, amar significa desejar, ou buscar o prazer, daí falar-se também de amor erótico (de Eros).

Eros é um amor de vitrina, que vive do desejo do que não se tem. Pouco tempo depois de se obter o objecto de prazer, desaparece a fantasia e o amor. Neste amor de Platão pode enquadrar-se o nosso conceito de paixão. Paixão é desejo urgente e impetuoso, é instinto e pulsão. Como já alguém disse: “Paixão é fogo que arde mas que não ilumina”.

 

Depois veio Aristóteles, que nos apresentou o conceito de filia, ou amor pelo que já se tem e que nos vitaliza. Este amor está condicionado ao que nos traz alegria. Para um pode ser tornar-se músico, para outro pode ser escrever um romance. É um caminho de ida ao encontro da nossa singularidade e propósito.

Em termos relacionais continua a ser um amor autocentrado e que descrimina, na medida em que amo o outro quando este me preenche e dele obtenho alegria. Amo o outro apenas e quando ele corresponde às minhas necessidades e expectativas.

 

O terceiro é o Amor de Jesus Cristo, ou Ágape. Jesus Cristo disse-nos que amor é entrega e aceitação do próximo, seja ele quem for. É um amor que não discrimina de acordo com as nossas expectativas, ou de acordo com aquilo que nos traz prazer ou alegria. É uma vontade de que o outro possa ser feliz e livre do sofrimento.

 

Não fica muito difícil de perceber, como a nossa cultura se tem focado essencialmente no amor de Platão e de Aristóteles. A nossa visão de amor tem sido reduzida quase unicamente a uma dimensão romântica e de prazer sensual. Duas pessoas encontrando-se na predisposição de obter algo que sentem não ter, como duas metades que vêm completar-se.

 

A importância do prazer, da alegria e do Amor

Ao sugerir a imagem de uma progressão numa escadaria, não quis com isso dizer que os primeiros degraus possam/devam ser abandonados por completo. Penso que importante será a forma como nos relacionamos com cada degrau, e, com a forma como está mais ou menos claro o local da escada para onde queremos caminhar na nossa vida.

O prazer e o desejo por si sós, não têm nada de errado. Aliás, o prazer esteve e está ao serviço da vida, no sentido evolutivo e da manutenção da espécie. A vivência do prazer alegra-nos, promove o bem-estar, a saúde e a felicidade, se resultar em geral de uma actividade de celebração, apreciação e gratidão por valores que respeitam a vida, ou de simplesmente estarmos com o que a vida está a ser sem lhe oferecer resistência. Quando por instantes deixamos de querer que a vida ocorra de acordo com os nossos planos, descobrimos em geral uma grande abundância com as coisas tal como estão.

Já a busca do prazer como um fim em si mesmo, poderá meter-nos em problemas. Em geral, a busca desenfreada de prazer, surge como fuga a algum desprazer ou vazio em determinada dimensão da nossa vida.

A alegria no sentido da filia de Aristóteles, tem um papel importante no que toca a descobrirmos o que nos vitaliza no mundo. A nossa ocupação, as pessoas e os ambientes que escolhemos para a nossa vida, devem em geral, promover um aumento da nossa vitalidade, da nossa alegria, pois vêm ao encontro das nossas necessidades e valores mais singulares.

Apenas com o prazer e a alegria, a nossa vida ficará incompleta. Para que o nosso potencial se possa realizar, devemos ser fieis a valores que sejam centrais na nossa vida. Não poucas vezes, isso significa abdicar do prazer e da alegria, e desviar o centro dos nossos interesses para o outro. É aí que surge uma forma de Amor maior: a relação amorosa como caminho espiritual e de possibilidade de encontro com o sagrado. O Amor de que nos falava Jesus Cristo – Ágape.

Parece-me que também aqui, há uma serie de degraus a percorrer. A escadaria vai desde a relação de Amor verdadeiro e maduro com as pessoas que nos são próximas (companheira(o), filhas(os), Pais), até ao Amor que nos liga a toda a humanidade, e ao Amor por todos os seres vivos. No limite, ao Amor Cósmico.

Neste Amor maior, que é nossa vocação superior, amar, significa aceitar que a outra pessoa tem em si um universo subjectivo único que jamais compreenderemos, mas que ainda assim podemos acolher, sem o querer moldar de acordo com as nossas preferências. Neste ponto nunca é demais relembrar que a compatibilidade entre duas pessoas não é um pré-requisito para o Amor, mas sim o resultado do seu labor, da sua maturação. É um processo de descoberta e maravilhamento com o diverso. É um encantamento em igual medida, com as qualidades e com as lutas do outro.

Amar significa sentirmo-nos completos em nós mesmos, e, relacionarmo-nos com um outro eu inteiro que tem necessidades e sonhos, que por vezes não são coincidentes com os nossos. Tendemos a aceitar e a conseguir dar apenas o amor que achamos que merecemos. Assim, devemos aprender e ensaiar um amor por inteiro em nós mesmos, acolhendo as nossas forças e fragilidades, toda a luz e toda a sombra, se queremos amar o outro.

Amar significa conseguir estar com alguém e não sentir posse, reivindicação, ou exigência de que ele venha preencher as nossas faltas. A isso chama-se liberdade compartilhada. Há uma diferença grande entre dar a mão a alguém, e, acorrentar o seu coração. Amar é querer que o outro esteja feliz e possa crescer e evoluir, independentemente de isso o levar para longe de nós.

Um Amor assim pode aspirar a acolher qualquer outro sem discriminar. Um Amor assim completa-nos. Um Amor assim resgata-nos da nossa solidão existencial e traz-nos de volta à família humana, à comunidade dos seres vivos.

Esta vivência é a realização mais alta a que todo o ser humano deve aspirar.

 

O Amor no “inicio”, no caminho e no “fim”

O Amor será talvez a única vivência humana que transcende as dimensões de espaço e de tempo. Podemos amar alguém que já morreu há vários anos, ou mesmo séculos, e podemos amar alguém que vive do outro lado do mundo, longe do nosso olhar.

 

O poeta Rumi dizia que no amor fomos gerados e no amor nascemos. Durante o caminho desta vida devemos reaprender a amar para regressarmos a casa. Estaremos em casa cada vez que amarmos o outro de verdade. Estaremos em casa cada vez que voltarmos a estar ligados ao coração da vida, a todos os outros seres.

Muito depois da nossa morte física, o Amor que fomos e deixámos no mundo, continuará a ecoar como uma onda a propagar-se Ad aeternum. Dessa forma, falar de “inicio” e de “fim” é mera convenção.

 

Usando as palavras de Rolando Toro, o criador da Biodanza: “…O único êxito que existe é quando amaste e foste amado.

 

 

Filipe Raposo

Texto escrito em Outubro de 2017

Foto de Tine Ivanič em Unsplash

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